As diferentes concepções acerca da Sexualidade na Idade Média
- 30 de jul. de 2018
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Estamos de volta, até que fim! Sentiram falta das publicações no medievo literário? Sim? Mas não se preocupem, voltamos animadas e com muito conteúdo novo. Já que se inicia um novo semestre e com ele, muitas novas possibilidades de aprendizagem, esperamos contribuir nesse processo. Já compensando essa demora, vamos a uma publicação que reflete curiosidade, também sendo considerado um dos temas mais presentes em qualquer momento da História.
O tema sexualidade em nossa contemporaneidade é algo que há uma grande liberdade no âmbito de conversar e até mesmo de se colocar em pratica esta. Mas nem sempre foi assim. No período da Idade Média, este ato fora controlado e bem vigiado pela Igreja Católica Apostólica Romana. Assim como, no tocante a esse quesito, era interligado com diversos outros fatores, nas quais se destacavam: todo o homem ou mulher seja livre ou escravo, são proibidos de usar os chamados filtros do amor, abortivos ou contraceptivos. E os homens não poderiam ter relações com outras mulheres que não seja sua esposa, e da mesma forma acontece com as mulheres.
Uma sociedade também em que a a homossexualidade e a bissexualidade eram minoria em relação a hétero. Assim como, era proibida por lei a ligação de homens com mulheres da “vida”, mas ocorriam casos de relações com mulheres casadas e que, muitas vezes acabavam em possíveis divórcios nos seus devidos casamento. Uma das preocupações que os pais tinham era com relação à homofilia, onde é considerada uma pratica antinatural. E conhecida como um vício sem moral em uma sociedade de penetradores, ser penetrado.
Um fato que ocorria com certa frequência, era com ligação a casais que não podia ter filhos e na tentativa de solucionar o problema, procuravam casais que já tivessem um número de filho satisfatório, e propunha ao marido, a entrega da esposa como uma espécie de empréstimo, para que a mesma concebessem os filhos ao casal. Na qual, acontecia todo um ritual de procedimentos que os médicos indicavam para diferentes casos.
O ato de se masturbar era visto como um desperdício de vida. Os médicos reprovavam essa prática por inúmeros motivos, e as abordagens teóricas aborda o ato, seria conhecido e visto como um escândalo, não apenas pela ação. Já levando em termos mais íntimos, por exemplo, à vida conjugal do casal, muitas vezes as esposas estéreis pediam o divórcio e procuravam pretendentes para os ex-maridos, para que assim eles pudessem se casar novamente e ter filhos. Assim o casamento deixou de ser um assunto de classe, para se transformar em uma instituição social onde até classes menos privilegiadas participavam.
Uma questão também abordada era com relação à natalidade controlada, devido o medo que as mulheres tinham em relação ao parto, acabou reduzindo a taxa de fecundidade das famílias. E elas conseguiam isso com a ajuda dos métodos contraceptivos oriundo da literatura médica. Além de métodos de abortos, pois para eles a gravidez só era verdadeira quando o feto se mexia, com isso não tinha a preocupação de tomar medidas antes e depois do ato sexual.
Com isso, compreendemos os diferentes pontos que ligam a sexualidade ao mundo medieval, na qual, se faz ligação em diferentes contextos e métodos com nossa contemporaneidade. Conclui-se em nosso post, que alguns valores ainda controlam e influenciam em muito no comportamento do homem moderno e que será muito de se desvencilhar deles. Importante conhecer e se aproximar dos contextos históricos, a fim de diminuir, os pré-conceitos ainda estabelecidos.
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Dicas de filmes: A rainha Margot. Ano: 1994. Direção: Patrice Chéreau. Gênero: Biografia/Histórico/Drama/Romance. Temática: conflitos religiosos na Idade Média
Dicas de leituras e referências; FRANCO JUNIOR, Hilário. A idade média: nascimento do ocidente. Ed. rev. e ampl. São Paulo: Brasiliense, 2006. 201 p.
LE GOFF, Jacques / TRUONG, Nicolas. Uma história do corpo na Idade Média. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1ª Edição - 2006. 207 p.


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