Conhecendo um pouco sobre o império e a igreja da Europa, no medievo
- 28 de ago. de 2018
- 3 min de leitura
Muitas pessoas nutrem uma paixão sobre os impérios, e igrejas no medievo, em alguns casos, até imaginam um cenário fantasioso, que talvez não funcionasse de determinada forma tão lendária. No post de hoje, vamos explicar sobre o império e a igreja na Europa, com o intuito que esse conhecimento repassado os torne ainda mais fascinado pelo Medievo e curiosos também haha.
A Europa no ano mil possuía apenas uma pequena quantidade de habitantes, devido aos seus solos renderem pouco, a população se tornava viajante (nômade), e sempre em busca de novas terras, tendo que enfrentar também a espera para o período de colheita. Somente depois de três séculos que acabaram as pestes, que devastaram o mundo ocidental durante a alta Idade Média a população começou a crescer. Um ponto importante é que com essas transformações na sociedade, evidenciava-se a mudança em sua estruturação, uma exemplificação, no ano mil a população de Jerusalém uma cidade “cristã” era composta também por infiéis.
Nesse processo a cristandade era representada pelo Bizâncio, que estava ligada ao Império Romano do Ocidente, relação de onde originou a capela de Aix, lugar o qual o imperador ia para orar, o mesmo era como o intermediário entre Deus e o povo. Entendemos por Cristandade um sistema de relações da Igreja e do Estado (ou qualquer outra forma de poder político) numa determinada sociedade e cultura. A Cristandade medieval ocidental é, em certa medida, a continuadora da Cristandade antiga, a do “Império Cristão” dos séculos IV e V. No contexto medieval, acentuou-se muito mais a situação de generalidade e conformismo, obtida por um consenso social homogeneizador e normatizado, consenso este favorecido pela constituição progressiva de uma vasta rede paroquial e clerical. As instituições todas tendiam, pois, a apresentar um caráter sacral e oficialmente cristão.
A religião na Cristandade medieval tendia a fornecer a explicação e justificação das relações sociais no plano das representações e discursos, e a constituir o sistema das práticas e comportamentos coletivos destinados a reproduzir estas relações sociais. Ou seja, a religião também podia servir a reduzir os antagonismos nas relações entre os homens e a natureza, superando-as no campo simbólico. Tratava-se propriamente do papel ideológico da religião. Portanto, as relações sociais apareciam na consciência dos agentes sociais como “naturais” e necessárias. As práticas sociais decorrentes eram percebidas não como uma imposição, mas como atos voluntários ou como deveres morais e religiosos.
Nos séculos XII a XIII podemos perceber que a Europa apresentava-se aberta e se fecha (abordagem de Georges Duby) do século XIII para o XIV com fronteiras internas e externas, que iam desde a igreja aos estados da própria nação. Em relação à Igreja, foi mantida a relação amigável na Europa aberta, apesar da ruptura entre Igreja Grega e Latina. O que realmente causou a ruptura total entre as Igrejas grega e latina foi a Quarta Cruzada e seu declínio, colocando Europa Ocidental e Oriental em conflito por cerca de sete séculos.
Podemos concluir que as relações entre igreja e império vêm desde a Idade Média, possível ainda observar nesse período, a criação das leis que eram interligadas ao rei, ao povo, e as classes da nobreza, E que logo depois do primeiro século, diversas interpretações da doutrina cristã e outras religiões pagãs se faziam presentes no contexto europeu. Desse modo, a religião concebia sua função integradora, de coesão social pela qual os homens encontram compensação para a sua situação presente, na esperança de uma salvação futura.
Curiosidades/significados:
Cristandade: qualidade ou característica do que é cristão.
Bizâncio: Império Bizantino, 330-1453 d.C., às manifestações da civilização e da cultura desse império, ou quem nele nasceu ou habitou; bizâncio.
Capela de Aix: localiza-se em Aachen, estado da Renânia do Norte-Vestefália, Alemanha. Mandada erigir originalmente por Carlos Magno por volta de 790 (onde em 814 foi sepultado). É a mais antiga catedral do norte da Europa e, além de ter sido, na sua fase inicial, e durante séculos, o edifício mais alto a norte dos Alpes, foi também até ao século XVI local de coroamento dos imperadores do Sacro Império Romano. A Capela Palatina original (de influência bizantina e germânica) e os elementos góticos e barrocos posteriores incutem no edifício uma particular fusão de contrastes e estilos da arquitetura cristã, transformando-a no símbolo da cidade, e oferecendo-lhe também a sua característica silhueta.
Esperamos contribuir nos estudos, e o despertar de interesse para que continuem nos acompanhando, os comentários ou sugestões podem ser feito abaixo da publicação. Até breve!!
Dicas de filmes:
Dicas de leituras e referências:
DUBY, Georges. A Europa na Idade Média. São Paulo: Martins Fontes, 1988. ( p.1-11)


Comentários