Uma melhor dinamização do feudalismo
- 15 de out. de 2018
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Estamos concluindo o assunto sobre o feudalismo, ‘ufa’ haha!!! E hoje nossa publicação se remete aos vassalos, ou o termo vassalagem, como muitos de vocês (tenho quase certeza) já ouviram falar. Vamos lá? Boa leitura galerinha!
Pela curiosidade do termo, então quem eram os vassalos? Referia-se a uma parte restrita de homens dominantes naquela época, e mulheres não podem ser incluídas nessa parte. Os vassalos dependiam do seu senhor feudal, e essa dependência poderia ser chamada de Dominiun. O senhor poderia ser chamado de Dominus e os dependentes dele homines propii ou “vilãos”, correspondia aos camponeses. Essa relação do laço vassálico e senhor feudal se assemelhava com a relação do fiel com Deus.
As construções na Idade Média eram feitas com madeiras por ser consideradas moradias que seriam abandonadas periodicamente, com exceção de edifícios importantes que eram fortificados, o que significava que esses povos não tinha uma moradia fixa. Com a intervenção da igreja houve uma mudança para o reagrupamento dos homens, com suas construções de casa agora feita de pedras o que significava sua fixação no local. Diante disso, surgiram as aldeias no ocidente por volta de 1100, muitas dessas aldeias se construíam em torno de castelo senhorial e tinham sua muralha fortificada, não necessariamente feitas para ser uma força militar. Essas aldeias eram chamadas de Castrum. Também existiam as aldeias eclesiais que diferencialmente surgiam e torno de um edifício de culto, devidamente fortificadas. Essa ideia do reagrupamento dos homens em torno de castelo deu-se o nome de encelulamento onde os aldeãos se ligam sem se corresponderem completamente fazendo parte da dinâmica do processo de conjunto.
Diferente do que a historiografia tradicional nos passava sobre a idade média todos os dependentes do feudo eram servos. Hoje em dia pesquisas feitas já nos informam outra perspectiva, que a servidão não era uma forma central da exploração feudal. A servidão é uma posição intermediária entre escravidão e liberdade. Há três marcas que limita a liberdade do servo, O chevage (captação), tributo pelo qual alguém se resgata do cativeiro, mainmorte é a incapacidade à plena de um patrimônio e que impõe o confisco pelo senhor da herança transmitida pelo servo, e o formariage é a taxa paga quando o casamento se manifesta a limitação da liberdade matrimonial. A escravidão no medievo mão é nem dominante nem marginal, ela era utilizada dentre vários outros métodos de exploração,
Portanto, a relação de dominium estabelecia varias obrigações: à primeira seria fundiária com a reivindicação do senhor pelo solo, a segunda seria a disseminação do poder político e da captação que o aumento de defesa militar, o exercício da justiça e a manutenção da paz, esse poder logo é nomeado de ban. Os textos nos mostram essa divisão quando se fala do medievo, mas o ponto fundamental do senhorio é a junção dos dois elementos em uma dominação única.
O medievo é bem mais complexo, do que imaginamos né? E interessante também! Vejamos um conhecimento bem explorado e desenvolvido ao longo das últimas publicações. Bons estudos e até breve!
Dicas de leitura e filmes –
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Referências -
GUERREAU, Alain. Para uma teoria do feudalismo. In.: O Feudalismo - Um horizonte teórico. Lisboa: Edições 70,1982. (Coleção Lugar da História 17).


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