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As Cruzadas ou Guerras Santas?

  • 15 de nov. de 2018
  • 3 min de leitura

Olá pessoal, como vocês estão?

Preparados para saberem um pouco sobre as cruzadas no post de hoje? Esperamos que sim... vamos lá!


As cruzadas ou também chamada de “Guerras santas”, no que se refere à esse acontecimento, existia um caráter relacionado tanto ao econômico quanto ao religioso, em relação ao econômico, podemos iniciar detalhando as ligações comerciais entre o Ocidente e o Oriente. E qual seria o principal objetivo das cruzadas? De acordo com os estudos e fontes, o objetivo principal se torna em colocar a terra santa (palestina) e a cidade de Jerusalém sob domínio dos cristãos. E porque tão importante, o “reconquistar de Jerusalém?” diversos são os motivos, dentre eles, o aspecto religioso (conter a expansão do Islamismo ao Império Bizantino); a diferenciação da igreja ortodoxa e a igreja católica; a economia (riqueza e burguesia); evidenciando novas rotas comerciais (especiarias).


Além dessas disputas territoriais, que partiam em princípio da questão religiosa onde, a igreja tinha um domínio maior sobre a população, incentivando as disputas e a conquista de novos territórios em nome da cristandade, há o contexto de expansão, que envolvia além da religiosidade, o social, pois o povo buscava novas conquistas e novos feitos, como por exemplo, os nobres que lutavam por pedaços de terras em especial a conquista da Terra Santa. As disputas entre Ocidente e Oriente se destacavam com a forte influência da Cristandade Ocidental, fortalecendo assim tais disputas.


Os cavaleiros das cruzadas (grupo aristocrático), que eram chamados inicialmente de cruzados, eram os próprios camponeses dos nobres (questão de sangue/linhagem.), a tropa do imperador, e assim se deslocavam para Terra Santa no século XI. Na primeira expedição, de oito que foram feitas, Jerusalém foi conquistada, porém na última cruzada não se obteve o resultado objetivado, como por exemplo, o recrutamento de novos homens para a causa cristã. Algumas questões podem ser pensadas: “Teria sido um controle por pouco tempo, no que se refere à Igreja? Do ponto de vista religioso não foi tão eficaz?”


Podemos concluir que as cruzadas eram expedições relacionadas aos interesses não só da igreja, mais também dos nobres feudais, e a conquista da Terra Santa unia os dois interesses de forma que a igreja com o maior domínio sobre a população atrai os camponeses a lutarem, com a promessa de que seus pecados seriam pagos, e os nobres, se interessavam pela conquista territorial. Compreendendo que no desenvolvimento da primeira cruzada à convocação dos soldados era visto pela influência da igreja, mediado na figura do papa, para manter a cristandade e assim os cruzados se dirigiam nas peregrinações.


É possível, perceber em algumas análises historiográficas que as cruzadas foram bastante importantes para o fortalecimento comercial do Oriente (hoje ainda visualizamos e encontramos o comércio diversificado de especiarias, em uma ligação de povos e produtos) e que também contribuíram ao fortalecimento do poder real, um espaço que a Igreja vai sendo modificada em relação ao seu domínio.


Então é isso galerinha, espero que vocês tenham compreendido um pouco mais sobre o tema, se desejarem novas publicações temáticas, nos escrevam ao e-mail ou deixem comentários abaixo. Até breve!! Bons estudos.


Dicas de filmes -

Arn – O Cavaleiro Templário (2007) é um filme um pouco desconhecido. Ele é ambientado durante o período das cruzadas em que cristãos lutavam contra muçulmanos na retomada de Constantinopla e Jerusalém. Arn Magnusson é um guerreiro templário que vive em uma região nórdica que viria a se tornar a Suécia, ele é enviado para participar da guerra santa como cruzado. Baseado na trilogia “As Cruzadas” do sueco Jon Guillou essa é a primeira produção e conta com uma continuação chamada Arn – O Reino ao Final da Jornada.

Cruzada (2005) Cruzada foi lançado em um momento de instabilidade no Oriente Médio e assim como Arn apresenta os cruzados em busca de retomar Jerusalém, cidade havia sido tomada por Saladino. Há alguns furos históricos na trama, mas não deixa de ser uma boa produção com cenas de batalha muito bem orquestradas, além de uma direção de arte e figurino bem montada. O elenco talvez deixe um pouco a desejar com interpretações medianas.

Referências -

FINE, A. Cavalaria. LE GOFF, J.; SCHMITT, JC. Dicionário Temático do Ocidente Medieval, v. 1, p. 185-199.

CARDINI, Franco. Guerra e cruzada. Dicionário Temático do Ocidente Medieval. Bauru EDUSC, v. 1, p. 473-487, 2006.

ROUSSET, Paul; DE LACERDA, Roberto Cortes. História das cruzadas. Zahar, 1980..pdf

 
 
 

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